Ofereceria
de
bom grado
ao penedo adulto que faz sombra a
minha juventude toda a lama
de inocência colorida onde
a minha
infância
patinou caiu sorriu dançou
e,
finalmente,
levantou o seu peso num
sorriso desregrado
não a tivesse o sol transformado
em crosta carapaça
de tartaruga velha.
chego ao ano 9 (nove) de mãos
vazias.
Doei todos os poemas
a quem pedia letras
para matar a fome
de liberdade
imaginativa.
Estrofe a estrofe,
título por título,
tudo foi deglutido.
Debaixo das minhas
unhas tingidas
pela
métrica da
construção fingida
fiquei apenas com as
cinzas
habitadas pelo
silêncio
das aptidões humanas.
******
pedro s. martins
