quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

oco

Desvelei-me todo. Não restou
Pele
Como pano a
Tapar carne fervilhante de sangue
Fresco.

Desossei-me até aos metatarsos.
Órgão por órgão,
Armazenei tudo
Numa
Salgadeira.

E
Quanto já era pouco
Mais do
Que um oco cadente,
Encontrei-te a ti lá dentro.

Tu,
menina amor
Que eu
Tinha
Procurado em todo
O fora
Que me cercava até
Então.
******

pedro s. martins

11 comentários:

  1. Negócio é o seguinte: Essa guria aí deve ser improtantíssima mesmo, naõ!? Pois que aprodução literária nas três primeiras estrofes são geniais!!! Ge-ni-ais! :)

    Vamos de trocar experiências na letra,, será um prazer sim, jovem Pedro...

    Abraços e novas invenções!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Bom texto,
    está nos favoritos já.

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  4. MARAVILHOSO!!!!!!!!!
    Amei, amei,
    parabéns.

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  5. Pedro
    Nova linguagem.
    A cada dia me encanto mais com sua poesia e me integro também com essa sua linguagem tão... tão nova e maravilhosa.
    Estou a escolher dentre tantas, uma para postar em meu blog, mas avisarei com antecedência. Difícil será uma ilustração digna e condizente, pois em meu espaço eu referencio os bons poetas.
    E para tanto é certo o link de Escara Voltaica e autoria.
    Felicidades.
    Beijo

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  6. Aceitei seu convite e me surpreendi com uma linguagem diferente, mas bem colocada.

    Parabéns,Pedro!!

    Abraços

    Mirse

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  7. bravo!
    na verdade não eras tão oco assim... aliás, completamente preenchido!


    bjs da fê =D

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  8. quantas coisas temos de perder para aperceber o que tínhamos perto de nós...
    belo poema
    Viernes

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  9. Ainda bem que gostaram do poema.

    Que seja o início de uma viagem interior para alguns que o leram.

    Isso é que me deixava verdadeiramente contente.

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  10. Seria o amor ou consciencia...está verdadeiramente lindo!

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