sexta-feira, 1 de maio de 2009

mensagem de morcego

o corpo quer saber
porque a estação é lenta
beleza esguia
húmida com a espera da monção

quando os ciprestes revelarem
a sua nudez deslumbrante, o negror
descerrará sobre os olhos dos
que estão atentos
à unidade
o final deste
poema.
******

pedro s. martins

5 comentários:

  1. que se unam hoje todos os poemas.
    um abraço
    luísa

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  2. Ou:

    "o poeta cobre-se de rapidez
    e decide acabar o poema"

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  3. Ou:

    "o poema não quis mais conversa com quem o estava a escrever"

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  4. hmmmmm "laço final da minha poesia", "o final deste poema"
    convém não dar ares de apocalipse (por assim dizer...)àquilo que vamos escrevendo; o poema termina sempre por si mesmo e quando precisamos de o explicitar...então é mesmo a nossa inspiração que já não dá mais..:)

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