sábado, 10 de janeiro de 2009

chumbo


(tool_alexgrey)



De todos, olhar para cima
é o mais difícil. Sou térreo há tanto
tempo que só me seguem
rostos pálidos.
Os rosados
estão emoldurados desfiando
maturidade ganha no
esquecimento, nunca
em vida.

Escolheram o heróico estar
do olhar altivo e seco. Gastaram
a vida a nidificar o mal. Têm o
espírito pago a mensalidades
na cidadela Penumbra.

Não lhes nego a audácia de
pedirem subsídio à pequena divindade. Nego-lhes
atenção além deste poema e desta dor
ferrada de sangrenta que
me faz lembrar as atrocidades
junto às costelas carcomidas
de pedido.

Amanhã amanhecerão com silêncio
ardor de quem vive a morte
esquecido.
******

pedro s. martins

5 comentários:

  1. Olá Pedro,

    Adorei o poema... Muito bom! Directo, forte, intenso e liberto da hipocrisia infelizmente dominante...

    Obrigado pelo convite

    Um abraço
    Colibri
    ------
    Os meus últimos sentires…
    Doce viajar…
    Ricordeas lindas (Parte I)…
    A grande revelação é acreditar… (Novo blog: Eis-me aqui).
    Brevemente terei um novo post em Traços de Angola.

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  2. O seu comentário toca-me, gabriela.

    que venham muitos mais desses. sempre.

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